Percy Jackson e o ladrão de raios (2010)
Título Original: Percy Jackson and the Lightning Thief
Gênero: Aventura
Data de Lançamento: 2010-02-11 Veja outras estreias de Fevereiro 2010
Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem que enfrenta problemas na escola, devido ao que acredita ser dislexia e déficit de atenção. Ele foi criado por sua mãe, Sally (Catherine Keener), e vive com Gabe Ugliano (Joe Pantoliano), seu padrasto, que odeia. Após ser atacado em plena excursão escol...
Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem que enfrenta problemas na escola, devido ao que acredita ser dislexia e déficit de atenção. Ele foi criado por sua mãe, Sally (Catherine Keener), e vive com Gabe Ugliano (Joe Pantoliano), seu padrasto, que odeia. Após ser atacado em plena excursão escolar, é revelado a Percy que ele é um semideus, ou seja, filho do deus Poseidon (Kevin McKidd) com uma humana, e possui poderes. Protegido por Grover Underwood (Brandon T. Jackson), ele é levado ao acampamento dos meio sangue, onde está em segurança. Lá ele tem Chiron (Pierce Brosnan) como tutor e passa a treinar para se tornar um grande guerreiro. Só que Percy é acusado de ter roubado o raio de Zeus (Sean Bean), uma poderosa arma de destruição que pode fazer com que os deuses entrem em guerra. É quando Hades (Steve Coogan) visita o acampamento e oferece a Percy uma troca: que ele entregue o raio, o qual não possui, em troca da devolução de sua mãe, que faleceu em meio à fuga. Ele então parte para chegar ao Mundo Inferior, onde vivem Hades e Perséfone (Rosario Dawson), juntamente com Grover e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), uma poderosa guerreira que conheceu no acampamento.
Diretor: Chris Columbus
Atores principais: Pierce Brosnan, Uma Thurman, Logan Lerman, Kevin McKidd
Escritor: Craig Titley
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Milhões de crianças e adolescentes de todo o mundo estão prestes a ficar órfãos. Com a saga Harry Potter nos cinemas chegando ao fim, um lugar ficará vago no coração dos fãs para ser ocupado por alguma outra série juvenil de fantasia. Ainda que a jornada do bruxinho seja bastante irregular em termos de qualidade, em geral ela está acima de qualquer outra tentativa do gênero, como, por exemplo, As Crônicas de Nárnia e A Bússola de Ouro. Curiosamente, o mais novo exemplar dessa linha chega agora às telas comandado pelo mesmo Chris Columbus responsável pelos dois primeiros filmes de Harry Potter. Infelizmente, o resultado não é nada empolgante.
Baseado no primeiro volume da série de livros escrita por Rick Riordan, Percy Jackson e o Ladrão de Raios conta a história de um garoto que descobre ser filho de um Deus grego, mais especificamente, Poseidon. Após essa revelação, Percy fica sabendo que os deuses acreditam que ele roubou os raios do Olimpo e, por essa ra Leia mais Milhões de crianças e adolescentes de todo o mundo estão prestes a ficar órfãos. Com a saga Harry Potter nos cinemas chegando ao fim, um lugar ficará vago no coração dos fãs para ser ocupado por alguma outra série juvenil de fantasia. Ainda que a jornada do bruxinho seja bastante irregular em termos de qualidade, em geral ela está acima de qualquer outra tentativa do gênero, como, por exemplo, As Crônicas de Nárnia e A Bússola de Ouro. Curiosamente, o mais novo exemplar dessa linha chega agora às telas comandado pelo mesmo Chris Columbus responsável pelos dois primeiros filmes de Harry Potter. Infelizmente, o resultado não é nada empolgante.
Baseado no primeiro volume da série de livros escrita por Rick Riordan, Percy Jackson e o Ladrão de Raios conta a história de um garoto que descobre ser filho de um Deus grego, mais especificamente, Poseidon. Após essa revelação, Percy fica sabendo que os deuses acreditam que ele roubou os raios do Olimpo e, por essa razão, estão prestes a entrar em guerra. Ao mesmo tempo, a mãe do garoto é sequestrada por Hades, que exige a entrega dos raios para devolvê-la. Assim, cabe a Percy Jackson, com a ajuda da filha de Atena e de um Sáfiro, descobrir o responsável pelo roubo e resgatar os raios para evitar a iminente guerra.
Em comparação aos dois primeiros Harry Potter, Chris Columbus demonstra avanço na condução de uma história. O ritmo de Percy Jackson e o Ladrão de Raios é mais ágil e o equilíbrio entre as cenas de ação e o bom-humor é realizado de forma precisa. O cineasta adota uma estrutura típica do cinemão adolescente norte-americano, intercalando diversas sequências mais movimentadas com momentos nos quais tenta desenvolver a história e os personagens. Porém, enquanto é bem-sucedido no primeiro quesito, Columbus falha no segundo, principalmente devido ao roteiro repleto de problemas de Craig Titley (cujo currículo traz uma série de filmes sem qualquer resquício de inteligência, como Scooby-Doo e Doze é Demais).
A grande sacada da história não vem de Titley, mas de Rick Riordan, o autor do livro. Trazer a fascinante mitologia grega para a vida de um adolescente comum é, inevitavelmente, uma ideia bacana e com forte apelo junto ao público juvenil. É sobre esse pilar que o filme inteiro se apoia e, surpreendentemente, ele consegue sustentar a produção até o final, mesmo que enredo não explore a ideia de forma totalmente satisfatória. Além disso, Percy Jackson e o Ladrão de Raios ainda desempenha um papel relativamente importante junto ao seu público, sendo capaz de despertar nele o interesse pela mitologia: garanto que boa parte dos adolescentes que lêem o livro ou assistem o filme irá procurar mais informações sobre Zeus, Poseidon, Atena e toda a gangue do Olimpo.
Por outro lado, o texto é incrivelmente superficial em todos os demais aspectos, como se apenas a ideia principal e a quantidade de cenas de ação fossem suficientes para sustentar a plateia durante duas horas. Por exemplo, os acontecimentos apresentados pela trama parecem não possuir consequência nos personagens e na história: após testemunhar a morte de uma pessoa extremamente próxima a si, Percy não parece abalado, logo entrando no treinamento como se nada tivesse acontecido. Da mesma maneira, o roteiro apela para a conveniência, com os fatos acontecendo não de forma gradual, mas sempre que a história precisa. Ou seja, quando Percy precisa lutar, ele aprende; quando precisa curar feridas, descobre que a água faz isso em seu corpo; quando precisa de uma ajuda, consegue ter poder sobre a água. Tudo é rápido, surgindo do nada e sem desenvolvimento apropriado.
Da mesma maneira, o roteiro de Titley ainda apresenta uma série de furos ou, pelo menos, perguntas que ficam sem resposta. Na mitologia, o raio é um instrumento de Zeus, mas em momento algum isso é citado no filme, como se a plateia precisasse saber disso de antemão. Além disso, jamais é explicado por que razão os deuses pensaram que Percy teria roubado o raio. É algo sem sentido, especialmente pelo fato de o garoto nem saber que era um semideus. E por que, sem os raios, Zeus e Poseidon teriam que entrar em guerra? Estas são apenas algumas das incongruências do roteiro, que comprovam como o riquíssimo conceito do mundo mitológico foi apenas parcialmente aproveitado.
No entanto, este não é o maior problema da história. O grande defeito de Percy Jackson e O Ladrão de Raios (provavelmente presente no livro também) é que o enredo se apoia totalmente em uma linha narrativa errônea. Vejamos: o principal conflito do filme é a necessidade de se encontrar o raio de Zeus para que a guerra seja evitada. A jornada dos protagonistas, porém, jamais tem como objetivo resolver este problema; pelo contrário, eles partem com a intenção única de resgatar a mãe de Percy. Quando o raio finalmente é encontrado, isso ocorre graças a um momento de sorte. O pior é que o roteiro ainda tenta fazer a plateia acreditar que eles estão em busca do objeto roubado: em certo momento, em uma lanchonete, os personagens vêem as notícias sobre a iminente destruição e dizem: “Temos que correr”. Eles correm, mas não para encontrar o raio e sim para salvar a mãe de Percy.
Como o desenvolvimento da história e as relações entre os personagens não funcionam, sobra a Percy Jackson e o Ladrão de Raios se sustentar com o ritmo ágil e as cenas movimentadas, repletas de efeitos especiais. Estes, aliás, são do mais alto nível: o Inferno apresentado no filme é absolutamente fantástico, por exemplo. Columbus sabe como agradar seu público e espalha diversas cenas de ação curtas em momentos específicos da produção. Nenhuma delas chega a empolgar, mas são eficientes e bem realizadas, “mascarando” bem a falta de um roteiro mais bem-amarrado. Há, inclusive, algumas brincadeiras divertidas com o tema da mitologia, como o encontro com Caronte, mas outras cenas são apenas embaraçosas – toda a visita a Las Vegas, por exemplo.
Encarnando Percy Jackson com um bem-vindo grau de irreverência, Logan Lerman demonstra capacidade para carregar um filme do gênero (não à toa, ele está sendo cotado para o papel de Peter Parker no novo Homem-Aranha). Embora não possua físico adequado para o papel, o ator tem boa presença em cena e entrega suas falas de maneira muito eficiente, inclusive as descontraídas. O mesmo vale para Brandon T. Jackson, que consegue a rara façanha de ser um alívio cômico bastante eficaz (sua fala sobre Mick Jagger é a mais engraçada do filme). Aliás, Uma Thurman também aborda sua Medusa pelo lado da comédia, como se estivesse levando tudo na brincadeira, e é o destaque entre os nomes famosos do elenco – ainda que Rosario Dawson esteja simplesmente deslumbrante.
Percy Jackson e o Ladrão de Raios adota uma estrutura que simplesmente não dá tempo para o espectador pensar, tentando fazer com que ele saia do cinema com a sensação de que assistiu a um bom filme. No entanto, o fraco desenvolvimento e a falta de lógica do roteiro fazem deste mais um exemplar decepcionante em um gênero que ainda não conseguiu entregar uma grande obra. Pelos efeitos, pela movimentação e por algumas boas cenas, Percy Jackson e o Ladrão de Raios provavelmente vai agradar seu público. Mas, em termos de qualidade, deixa muito a desejar. Assim o seu primo rico, um certo bruxinho com um raio na testa.
Fonte: Cine Players - S. Pilau Cineclick - Heitor Augusto
Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem a mão de um diretor acostumado a trabalhar com aventuras infanto-juvenis, praticamente assexuadas, que garantem diversão, suspense, auto-ironia e o necessário humor.
Chris Columbus equilibra esses ingredientes ao comandar um filme que traz a mitologia grega para os dias de hoje. O Olimpo, morada dos Doze Deuses, virou o Empire State Building, em Nova Iorque, enquanto a entrada para o Inferno, controlado por Hades, fica bem escondida em Hollywood. Parece até Mundo de Sofia (aquele livro-guia básico de filosofia), mas voltado para o cinema de aventura e focado na mitologia.
Para explicar a existência dos semi-deuses, filhos de humanos com Deuses, um dos personagens diz que as divindades.... “ficam” com pessoas normais e, logo depois, têm de partir por ordem de Zeus, soberano do Monte Olimpo. Dessa união, nasceu o herói do filme, Percy Jackson (Logan Lerman).
Ele é fruto do envolvimento do Deus dos Mares, Poseidon (Kevin McKidd Leia mais Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem a mão de um diretor acostumado a trabalhar com aventuras infanto-juvenis, praticamente assexuadas, que garantem diversão, suspense, auto-ironia e o necessário humor.
Chris Columbus equilibra esses ingredientes ao comandar um filme que traz a mitologia grega para os dias de hoje. O Olimpo, morada dos Doze Deuses, virou o Empire State Building, em Nova Iorque, enquanto a entrada para o Inferno, controlado por Hades, fica bem escondida em Hollywood. Parece até Mundo de Sofia (aquele livro-guia básico de filosofia), mas voltado para o cinema de aventura e focado na mitologia.
Para explicar a existência dos semi-deuses, filhos de humanos com Deuses, um dos personagens diz que as divindades.... “ficam” com pessoas normais e, logo depois, têm de partir por ordem de Zeus, soberano do Monte Olimpo. Dessa união, nasceu o herói do filme, Percy Jackson (Logan Lerman).
Ele é fruto do envolvimento do Deus dos Mares, Poseidon (Kevin McKidd), e a mortal Sally (Catherine Keener). No mesmo insight narrativo de Harry Potter, Percy descobre seus poderes e a impossibilidade de viver uma vida como a dos outros adolescentes. Afinal, está sendo acusado de roubar o raio de Zeus e precisa encontrá-lo antes que uma guerra se instaure. Pronto, está dada a largada para uma sequência de aventuras.
Bem filmadas, por sinal. Mesmo com um roteiro ultra-conservador, dividido em três atos (apresentação dos personagens, desenvolvimento e conclusão), além dos pontos de virada que dão nova vida à trama, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem ritmo, habilidade em envolver e efeitos especiais que despertam a fantasia.
Especialmente porque os desafios que o herói encontra pelo caminho têm sempre alguma novidade. Uma delas é a especialíssima participação de Uma Thurman como Medusa. Impossível não olhar para seu instinto de transformar as pessoas em pedras e relacioná-lo com a mulher-furacão de Kill Bill. Acertada a escolha de colocá-la na pele da malvada.
Outra acertada escolha de atores é Brandon T. Jackson como Grover, o protetor de Percy. Meio homem, meio bode, ele é o comic relief que está lado a lado na jornada do herói e pronto para se sacrificar pelo filho de Poseidon.
Com a clara missão de divertir incorporando elementos fundadores da sociedade ocidental, Percy Jackson e o Ladrão de Raios entrega o que promete: muita aventura, fantasia, imaginação e uma auto-ironia constante. Divertido.
Fonte: Cineclick - Heitor Augusto
Se uma adaptação sofre com os ataques dos críticos por possíveis furos do roteiro, logo uma legião de fãs do original se ergue em defesa do filme, alegando que “a história é assim” e, portanto, não merece tais comentários negativos. Entretanto, se é a própria história que já carrega os defeitos, então é ela que não tem tanto valor artístico assim. De um jeito ou de outro, o problema continua a existir. Bem se esquecem que, justamente por ser uma adaptação para outra linguagem dentro do campo da arte, a possibilidade de alterações é infindável, o que extermina qualquer lógica em manter num filme os mesmos erros de um livro. Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios já não é passível deste tipo de reação dos fãs. Fazendo profundas alterações na trama do best-seller de Rick Riordan, o filme afunda nas suas próprias águas.
Há tempos que os estúdios tentam lançar o seu rival à altura comercial de Harry Potter e, mais uma vez, não fu Leia mais Se uma adaptação sofre com os ataques dos críticos por possíveis furos do roteiro, logo uma legião de fãs do original se ergue em defesa do filme, alegando que “a história é assim” e, portanto, não merece tais comentários negativos. Entretanto, se é a própria história que já carrega os defeitos, então é ela que não tem tanto valor artístico assim. De um jeito ou de outro, o problema continua a existir. Bem se esquecem que, justamente por ser uma adaptação para outra linguagem dentro do campo da arte, a possibilidade de alterações é infindável, o que extermina qualquer lógica em manter num filme os mesmos erros de um livro. Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios já não é passível deste tipo de reação dos fãs. Fazendo profundas alterações na trama do best-seller de Rick Riordan, o filme afunda nas suas próprias águas.
Há tempos que os estúdios tentam lançar o seu rival à altura comercial de Harry Potter e, mais uma vez, não funcionou. Percy Jackson leva às telas um livro que patina na previsibilidade a todo tempo, no qual os mistérios e suspenses só existem efetivamente para o personagem central, jamais para o leitor. No filme, a coisa desanda em proporções bem maiores. É uma verdade absoluta que todos (sem exageros) os livros recordes de vendas já transpostos para o cinema perderam algumas páginas no caminho até as telonas. Cortes absurdos já foram feitos não só na série Potter, mas em todas as adaptações recentes que pertencem à temática fantasiosa, que hoje consome o dinheiro e tempo dos jovens como uma torneira aberta. Crepúsculo, Nárnia e até o aclamado O Senhor dos Anéis; todos tiveram a sua vez na sala de mutilações. Mas Percy Jackson vai além: não só altera e corta como também retira certa identidade da narrativa e compromete a qualidade do filme. Realmente, o roteiro não tem tantas pontas soltas, mas a sensação é que isso é resultado de uma raspagem tão agressiva que só restou ao script o estritamente necessário, sem margens para dúvidas, algo que dificilmente pode ser confundido com coesão.
O maior tombo de O Ladrão de Raios é utilizar a reforma em sua estrutura na direção errada. Cheio de boas intenções em tornar a produção agradável, mais próximo da absorção infantil e, obviamente, comercial (falhou aqui mais uma tentativa de franquia de sucesso), o diretor e roteirista Chris Columbus aniquila qualquer chance do longa atingir um bom nível. Ao contrário de muitas das alterações em produções similares, as presentes em Percy Jackson jamais estiveram ali para tornar o filme mais equilibrado ou minimamente desenvolto, e sim para deixar o trabalho de condensação mais fácil. Reprovador de comparações, Columbus que possa perdoar, mas para um diretor que fora erroneamente aclamado por uma quantidade considerável de fãs por ter sido o “responsável” pela fidelidade de Harry Potter e a Pedra Filosofal e Câmara Secreta (os dois filmes mais fracos da série – em aspectos gerais), deixou muito a desejar – o que só prova o abismo que pode existir entre o trabalho de um diretor e roteirista. No caso, Columbus se provou banal nas duas especialidades.
Rude na escrita do roteiro, o diretor repetiu a dose no comando do projeto, esclarecendo que nesta posição se faz humildemente inferior ao bom produtor que é. Demos os méritos: Chris é um dos poucos produtores que tem um ótimo senso para seleção de elenco e equipe técnica, e manteve o bom gosto em O Ladrão de Raios pelo menos no elenco estelar. Mas não fez o mesmo com os responsáveis pela pós-produção. As cenas de ação são medianas por se valerem de uma computação gráfica que pouco impressiona para criar seres e criaturas fantásticas, apesar da boa sequência com a Hydra, uma besta de três cabeças; isso sem mencionar a raiz dos cabelos da Medusa, previamente denunciada pelos últimos pôsteres. Já as cenas de ação, como a do clímax, estragam qualquer possibilidade de empolgação. A luta final entre Percy e seu inimigo (mudanças extremas aplicadas aqui) é o ponto alto da falta de coordenação e do péssimo manuseio de elementos virtuais em cena para enquadrar a fonte de conflito, causando uma confusão visual que inspira a desistência de acompanhar o embate. Mas nada substitui o desconforto em uma coreografia descartável da música “Poker Face”.
Felizmente, o pouco que Columbus tem para bem lhe servir surtiu algum efeito. Pierce Brosnan (Chiron) tem uma excelente postura e expressão para um ator que sabe que futuramente terá as pernas substituídas pelo corpo de um cavalo e Logan Lerman é, sem dúvida, uma escolha anos-luz superior em talento do que opções para protagonistas de filmes anteriores do diretor. Uma pena que a total entrega dos astros aos seus papéis se resuma aos dois.
Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios pode não ter, desde o seu livro, todos os elementos necessários para alcançar um sucesso colossal (ainda há quem nem saiba do que se trata, ou jamais tenha ouvido falar da série de livros – e não são poucos), mas tinha material para criar uma boa aventura que despertasse o interesse do público em geral. Soube dar um tiro no pé que sustentava os fãs e no outro que poderia dar o pontapé para agradar a um público ainda não-familiarizado. Agora que Columbus, o mais fiel dos diretores, descascou uma obra deste porte, qual é o fã que se atreverá a defender o filme alegando que “a história é [fraca] assim”?
Fonte: Pipoca Combo - A. Melo
Dublê
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